A Atenção Farmacêutica é uma prática farmacêutica importante para o sistema de saúde brasileiro, já que pode beneficiar o paciente na otimização do uso de medicamentos.
A revolução industrial foi um marco para a profissão farmacêutica. Com o advento da industrialização e os processos de produção de medicamentos pelos laboratórios farmacêuticos, assim como o desenvolvimento tecnológico de novos fármacos, resultou num processo de mudanças no foco de atuação do farmacêutico.
Ainda em meados de 1960, o farmacêutico já havia perdido status e prestígio profissional. Foi quando começou um movimento, nos Estados Unidos, em busca de uma “reprofissionalização” da Farmácia. Este movimento foi denominado deFarmácia Clínica.
Na década de 1970, alguns farmacêuticos liderados por Mikel (1975) desenvolveram uma linha de atuação farmacêutica voltada a garantir o uso seguro e racional dos medicamentos aos pacientes. Isso seria o embrião da Atenção Farmacêutica, que ainda não era assim denominada.
A Atenção Farmacêutica só foi denominada de Pharmaceutical Care em 1990, por Hepler e Strand. Só aí este modelo de prática começou a ser propagado nos Estados Unidos. Estes autores definiram Atenção Farmacêutica como a provisão responsável do tratamento farmacológico com o objetivo de alcançar resultados satisfatórios na saúde, melhorando a qualidade de vida do paciente.
Outros países começaram a se interessar pela Atenção Farmacêutica, como a Espanha por exemplo. A Atención Farmacéutica espanhola adaptou o modelo americano com o desenvolvimento do seguimento farmacoterapêutico, denominado Método Dáder, criado por um grupo de investigação em Atenção Farmacêutica da Universidade de Granada.
Em 1994 a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou, em Tóquio, uma reunião para discutir opapel do farmacêutico, onde foi definido o papel chave do farmacêutico, considerando que este profissional deveria estender o caráter de beneficiário da Atenção Farmacêutica ao público, assim como de promover a atenção sanitária. Desse modo, o farmacêutico poderia participar ativamente na prevenção das doenças e na promoção da saúde, junto com outros membros da equipe de saúde.
No Brasil, a Atenção Farmacêutica foi definida no Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, em 2002, como um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica. Este modelo compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolver as concepções dos seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades bio-psico-sociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde.
No Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica também foram definidos os macrocomponentes no qual esta prática deve atuar:
- Educação em saúde (promoção do uso racional de medicamentos);
- Orientação farmacêutica;
- Dispensação de medicamentos;
- Atendimento farmacêutico;
- Acompanhamento farmacoterapêutico e registro sistemático das atividades.
Portanto, na concepção do modelo de sistema de saúde do Brasil, a Atenção Farmacêutica é uma prática que reitera os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), em consonância com as políticas vigentes.
Todavia, discute-se muito a forma com que a Atenção Farmacêutica foi introduzida no Brasil e de como vem sendo desenvolvida. Devido às diferenças entre a realidade dos países, torna-se inviável aplicar no Brasil um modelo americano ou espanhol de prática farmacêutica, sem adaptações à realidade nacional.
Além disso, só na última década a compreensão do que é a Atenção Farmacêutica e a definição e diferenciação de conceitos (como o de Assistência Farmacêutica) foram mais discutidos e consensuados.
Sem dúvida, a prática da Atenção Farmacêutica é uma das formas de promover o uso racional de medicamentos e de criar um vínculo de confiança entre o farmacêutico e o paciente. No entanto, sua prática exige do farmacêutico a incorporação de uma filosofia de trabalho, além de competências e habilidades para a sistematização das ações.
A Atenção Farmacêutica é considerada um serviço farmacêutico, que auxilia o paciente a obter o máximo de benefícios com a farmacoterapia e minimiza os riscos associados ao mau uso dos medicamentos. O estímulo da execução da Atenção Farmacêutica aplicada na atenção básica é uma das prioridades do SUS.
Fonte: InstitutoSalus.com
A revolução industrial foi um marco para a profissão farmacêutica. Com o advento da industrialização e os processos de produção de medicamentos pelos laboratórios farmacêuticos, assim como o desenvolvimento tecnológico de novos fármacos, resultou num processo de mudanças no foco de atuação do farmacêutico.
Ainda em meados de 1960, o farmacêutico já havia perdido status e prestígio profissional. Foi quando começou um movimento, nos Estados Unidos, em busca de uma “reprofissionalização” da Farmácia. Este movimento foi denominado deFarmácia Clínica.
Na década de 1970, alguns farmacêuticos liderados por Mikel (1975) desenvolveram uma linha de atuação farmacêutica voltada a garantir o uso seguro e racional dos medicamentos aos pacientes. Isso seria o embrião da Atenção Farmacêutica, que ainda não era assim denominada.
A Atenção Farmacêutica só foi denominada de Pharmaceutical Care em 1990, por Hepler e Strand. Só aí este modelo de prática começou a ser propagado nos Estados Unidos. Estes autores definiram Atenção Farmacêutica como a provisão responsável do tratamento farmacológico com o objetivo de alcançar resultados satisfatórios na saúde, melhorando a qualidade de vida do paciente.
Outros países começaram a se interessar pela Atenção Farmacêutica, como a Espanha por exemplo. A Atención Farmacéutica espanhola adaptou o modelo americano com o desenvolvimento do seguimento farmacoterapêutico, denominado Método Dáder, criado por um grupo de investigação em Atenção Farmacêutica da Universidade de Granada.
Em 1994 a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou, em Tóquio, uma reunião para discutir opapel do farmacêutico, onde foi definido o papel chave do farmacêutico, considerando que este profissional deveria estender o caráter de beneficiário da Atenção Farmacêutica ao público, assim como de promover a atenção sanitária. Desse modo, o farmacêutico poderia participar ativamente na prevenção das doenças e na promoção da saúde, junto com outros membros da equipe de saúde.
No Brasil, a Atenção Farmacêutica foi definida no Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, em 2002, como um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica. Este modelo compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolver as concepções dos seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades bio-psico-sociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde.
No Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica também foram definidos os macrocomponentes no qual esta prática deve atuar:
- Educação em saúde (promoção do uso racional de medicamentos);
- Orientação farmacêutica;
- Dispensação de medicamentos;
- Atendimento farmacêutico;
- Acompanhamento farmacoterapêutico e registro sistemático das atividades.
Portanto, na concepção do modelo de sistema de saúde do Brasil, a Atenção Farmacêutica é uma prática que reitera os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), em consonância com as políticas vigentes.
Todavia, discute-se muito a forma com que a Atenção Farmacêutica foi introduzida no Brasil e de como vem sendo desenvolvida. Devido às diferenças entre a realidade dos países, torna-se inviável aplicar no Brasil um modelo americano ou espanhol de prática farmacêutica, sem adaptações à realidade nacional.
Além disso, só na última década a compreensão do que é a Atenção Farmacêutica e a definição e diferenciação de conceitos (como o de Assistência Farmacêutica) foram mais discutidos e consensuados.
Sem dúvida, a prática da Atenção Farmacêutica é uma das formas de promover o uso racional de medicamentos e de criar um vínculo de confiança entre o farmacêutico e o paciente. No entanto, sua prática exige do farmacêutico a incorporação de uma filosofia de trabalho, além de competências e habilidades para a sistematização das ações.
A Atenção Farmacêutica é considerada um serviço farmacêutico, que auxilia o paciente a obter o máximo de benefícios com a farmacoterapia e minimiza os riscos associados ao mau uso dos medicamentos. O estímulo da execução da Atenção Farmacêutica aplicada na atenção básica é uma das prioridades do SUS.
Fonte: InstitutoSalus.com
