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A ÚLTIMA

       Há milhares de anos o homem vem aprendendo que a cura para seus males pode vir da natureza. A fitoterapia - o nome vem do grego phyton (vegetal) e therapeia (tratamento) - foi documentada através de um manuscrito anterior a 1500 a.C., portanto, de um resquício da civilização egípcia. Nele havia a descrição de centenas de ervas e seus métodos de utilização. Mais tarde, Hipócrates, 'pai da medicina', no ano 280 a.C., consagra a existência do procedimento, receitando apenas essa espécie de medicação. Hoje, plantas e ervas são utilizadas nos quatro cantos do mundo para prevenir males e combater doenças. Conheça a seguir a dimensão dessa ciência. Viva Saúde procurou renomados especialistas para que não restem dúvidas a respeito do tema.

Quais são as partes das plantas que podem ser usadas para a fabricação dos fitoterápicos?
Na preparação farmacêutica são empregadas como matérias-primas raízes, caules, folhas, flores, frutos e sementes. De acordo com Walter Acorsi, professor emérito de Botânica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Campinas, o Brasil tem a flora medicinal mais abundante e diversificada do planeta, com cerca de 55 mil espécies catalogadas. "Temos plantas para tratar nosso povo e até para exportar. A riqueza é imensa", afirma o estudioso. É necessário, no entanto, que seja feito o uso correto dessas misturas para que se possa tratar efetivamente as doenças.

Em que casos a terapia é aplicada? 
Ela ajuda a combater doenças infecciosas, disfunções metabólicas, alergias e ainda distúrbios psicológicos, entre muitas outras indicações.

Qualquer pessoa pode recorrer ao tratamento?
Segundo os especialistas, sim: a fitoterapia é recomendada de recém-nascidos a idosos. Porém, seu uso não pode ser indiscriminado. A consulta com um profissional de saúde é de extrema importância. Afinal, apesar de as plantas parecerem inofensivas, algumas são tóxicas e, se usadas em dosagem inadequada ou sem o acompanhamento, podem fazer mal. "É necessário suprir somente o que o organismo está necessitando para que a pessoa fique em seu melhor estado, com a mente clara, alegre e cheia de energia. Em doses erradas, a conseqüência é o desequilíbrio", alerta Magali Lobosco (RJ), especializada em fitoterapia chinesa.

Os efeitos desses medicamentos naturais aparecem rapidamente?
Sim. Os fitoterápicos produzem resultados positivos em no máximo quatro horas. "Após analisar o paciente e receitar o vegetal correto, logo se tem melhora do quadro. Não é um procedimento demorado. Solucionado o problema, os remédios podem ser suspensos", afirma Sylvio Panizza, farmacêutico- bioquímico e professor associado da Universidade de São Paulo (USP) na área de plantas medicinais.

Quais são as maneiras de usar as plantas? 
O consumo pode ser feito por meio de infusão (chá), creme, pomada, comprimido, gel e até sabonete. Dependendo do caso indica-se um conjunto de vegetais. De acordo com o professor Sylvio Panizza, no entanto, apenas um deles mostra-se suficiente para aliviar os principais sintomas da doença, na maioria das vezes.

Fitoterapia é uma especialidade médica?
O tratamento ainda não ganhou esse título - como aconteceu recentemente com a homeopatia e a acupuntura. Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1978, reconheceu seu uso como recurso terapêutico. O certo é que a fitoterapia tem sido bastante difundida e utilizada até mesmo em cuidados contra câncer e aids, segundo o professor Walter Acorsi. A diretora da Associação Brasileira da Indústria Fitoterápica (Abifito), Loana Johanson (PR), afirma que várias pesquisas com plantas estão em andamento em todo o planeta, buscando soluções para casos que vão de acidez estomacal até doenças crônicas. "Temos como exemplo a vincristina e a vinblastina, com grande emprego em males cancerígenos. Para a aids minha recomendação é o cogumelo agaricus blazei murril (ABM), um imunomodulador natural. Mas os estudos científicos serão sempre necessários a fim de que possamos escolher entre as melhores opções para cada distúrbio", diz Loana Johanson.

POR SANDRA SCIGLIANO (Revista Viva Saúde - UOL)



Pesquisa foi feita em vários países da África Foto: Getty Images
Pesquisa foi feita em vários países da África
Foto: Getty Images
     As mulheres que fazem uso de hormônios anticoncepcionais são duas vezes mais propensas a se infectarem com HIV ou transmitir o vírus causador da Aids ao parceiro, mostrou um estudo publicado esta terça-feira (4).
A pesquisa foi feita com 3.790 casais heterossexuais da África, em que um dos parceiros era soropositivo e o outro, soronegativo.
Se confirmadas, as descobertas poderão ter grande impacto nas políticas de contracepção e prevenção da Aids.
Os autores anteciparam que o estudo reforçará a necessidade de enviar mensagens em prol da prática do sexo seguro, na qual o preservativo é considerado um escudo contra a transmissão do vírus.
Os casais foram monitorados, em média, por 18 meses, período no qual 167 indivíduos foram infectados, 73 deles mulheres, de acordo com o artigo, publicado na revista The Lancet Infectious Diseases.
Quanto à prevalência, as transmissões de HIV ocorreram na proporção de 6,61% ao ano entre as mulheres que fizeram uso do contraceptivo hormonal contra 3,78% naquelas que não utilizaram o método.
As taxas de infecção de mulheres para homens foram de 2,61% entre aquelas que usaram contraceptivo hormonal contra 1,51% das que não recorreram ao método.
A maioria das mulheres que tomou contraceptivos hormonais usou a forma injetável, duradoura, como a injeção de Depo-Provera. Apenas uma pequena parte fez uso da pílula. Neste grupo, foi constatado um aumento do risco de infecção por HIV, mas não grande demais para ser conclusiva.
Nas últimas duas décadas, os cientistas lançaram várias pesquisas sobre a influência do uso de contraceptivos hormonais no risco de HIV, mas as pesquisas tiveram resultados conflitantes.
Este é o primeiro estudo em larga escala a fazer uso de um projeto ambicioso para fornecer resultados claros dos riscos. Também é o primeiro a ressaltar um aparente risco para os homens.
Os cientistas destacaram que as mulheres que tomam contraceptivos injetáveis tiveram "concentrações aumentadas" de material genético do HIV em suas secreções cervicais.
Segundo eles, se este for um mecanismo de transmissão do vírus para os homens, é urgente a necessidade de realizar mais trabalhos para testar a teoria, afirmaram.
Em termos práticos, os médicos devem aconselhar as mulheres sobre o risco potencialmente elevado e alertá-las sobre a importância do uso da "dupla proteção" com preservativos, destacou o estudo, chefiado por Renee Heffron, da Universidade de Washington, em Seattle.
A pesquisa foi realizada entre 2004 e 2010 em Botsuana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia, como parte de um teste de uma terapia contra o vírus herpes simplex, comum entre pessoas com HIV.
Em um comentário, também publicado na revista, o cientista clínico Charles Morrison, mencionou um dilema "trágico".
Promover um controle hormonal da natalidade na África pode estar contribuindo para a epidemia de HIV. No entanto, limitar esta forma altamente eficaz de contracepção também elevaria as taxas de morte e adoecimento maternos, de bebês abaixo do peso e órfãos.
"O momento de dar uma resposta mais definitiva para esta questão crítica de saúde pública é agora", através de um teste aleatório de voluntários, escreveu.
Em 2009, mais de 33 milhões de pessoas viviam com HIV e 2,6 milhões se infectaram, segundo números divulgados no ano passado pela organização OnuAids.


As plantas medicinais fazem parte da história da medicina. Vários medicamentos alopáticos foram produzidos a partir do conhecimento popular, como o ácido acetil salicílico preparado a partir do Salgueiro, a morfina para dores, digoxina para problemas do coração, vincristina e vimblastina para leucemia, a quinina para malária e outras substâncias. Várias plantas medicinais foram pesquisadas por instituições de renome internacional, com isso surgiram inúmeros artigos científicos publicados em revistas cientificas indexadas sobre pesquisas clínicas (seres-humanos) envolvendo a fitoterapia. Os Fitoterápicos são medicamentos preparados com extratos vegetais de plantas medicinais e que tenham estudos publicados de fase III com seres-humanos, ou seja, que o medicamento fitoterápico foi comparado com placebo e um medicamento reconhecido para tal patologia. Para lançar um medicamento fitoterápico no mercado, o mesmo deve ter efeito superior aos remédios e ao placebo nestes estudos. Muitas outras plantas medicinais também foram pesquisadas, como o hipérico para depressão, ginseng para cansaço, valeriana para insônia, guaco para tosse, espinheira santa para gastrite, babosa para queimaduras, alho para hipertensão, apresentado resultados satisfatórios quando comparados aos medicamentos. Trata-se de uma prática terapêutica com eficácia, efetividade e segurança no tratamento de diversas doenças. A Organização Mundial de Saúde reconhece que 80 % da população utilize deste conhecimento e recomenda os países que criem políticas incentivando o uso nos sistemas de saúde. No Brasil, a fitoterapia foi implementada no SUS através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de maio de 2006. Nos países da Europa o consumo de fitoterápicos duplicou nesta última década, e em vários países existem cursos de graduação e pós-graduação voltados exclusivamente para terapias complementares. Trata-se de uma prática milenar que valoriza o conhecimento e a cultura da população, pode gerar renda e emprego, favorece a industrialização e exportação, com isso contribuindo para as pessoas em vários âmbitos, além de favorecer a saúde de todos. Inúmeros casos de pessoas que se trataram com as plantas medicinais para diversas patologias podem ser encontrados pelo Brasil. Prof. Daniel Maurício de Oliveira Rodrigues Naturólogo, especialista em acupuntura e professor da Universidade do Sul de Santa Catarina.




A Atenção Farmacêutica é uma prática farmacêutica importante para o sistema de saúde brasileiro, já que pode beneficiar o paciente na otimização do uso de medicamentos.

A revolução industrial foi um marco para a profissão farmacêutica. Com o advento da industrialização e os processos de produção de medicamentos pelos laboratórios farmacêuticos, assim como o desenvolvimento tecnológico de novos fármacos, resultou num processo de mudanças no foco de atuação do farmacêutico.

Ainda em meados de 1960, o farmacêutico já havia perdido status e prestígio profissional. Foi quando começou um movimento, nos Estados Unidos, em busca de uma “reprofissionalização” da Farmácia. Este movimento foi denominado deFarmácia Clínica.